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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vasos de Honra


Utensílios disponíveis para o serviço na casa do Senhor.

A bíblia nos compara aos vasos de barro preparados pelo oleiro por meio de um processo transformador que vai além da aparência, afetando o caráter e o modo de vida (Jr.18.6). Tal é o resultado da ação de Deus em nós, que começa até mesmo antes da conversão (At.9.15).
Depois de moldado, o vaso não se destina à ornamentação da casa do Senhor. Para ser útil, ele precisa estar limpo e sempre envolvido com três experiências: receber, encher-se e servir.

RECEBER

A mentalidade das pessoas está tão voltada para o materialismo, que o verbo "receber" tem sido relacionado quase sempre ao dinheiro. Se alguém diz: "Eu recebo no dia 10", ninguém tem dúvida de qual seja o objeto oculto na frase. Contudo, precisamos ver além dos limites financeiros da nossa vida. Ainda que tenhamos todo o dinheiro do mundo, ele não substitui os valores mais importantes da nossa existência.

O vaso na casa de Deus precisa receber, encher-se e servir. Precisa receber porque não pode ser a origem do seu próprio conteúdo. O que temos não vem de nós mesmos (IICor.2.5). Disse o apóstolo Paulo: "Eu recebi do Senhor o que também vos entreguei" (I Co.11.23).
Não podemos inventar doutrinas. Não podemos simular espiritualidade nem tentar imitar a performance ministerial de outros homens de Deus. Seria como fogo estranho sobre o altar (Lv.10.1).
Não sejamos falsos profetas, que nada receberam, mas estão profetizando.
Precisamos receber de Deus e não de qualquer fonte. Cuidado com o conselho dos ímpios (Salmo 1) e com as ofertas tentadoras que nos cercam (Mt.4.1-11).
Precisamos receber o quê? Apenas bênçãos materiais? Só coisas que atendem aos nossos desejos pessoais? Não. Não podemos transformar o evangelho em um conjunto de técnicas a serviço do ego. Deus pode nos dar coisas, e ele nos tem dado, mas não percamos de vista aquilo que é o mais importante.

Todo ser humano precisa (se ainda não o fez):

1- Receber o Senhor Jesus Cristo como Salvador.

"Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (João 1.11-12).

Receber Jesus como Salvador é um ato de fé, confirmado por uma manifestação pública. É acreditar, decidir e manifestar essa decisão por meio de uma oração e, se possível, confissão verbal.

"Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" (Rm.10.9-10).

2- Receber o Espírito Santo e ser por ele batizado.

"E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo" (João 20.22).

Aquele fato não poderia ter acontecido antes da morte e ressurreição do Mestre. Para os cristãos da atualidade, entretanto, não é necessário um intervalo entre a conversão e o recebimento do Espírito. Paulo disse que "se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" (Rm.8.9). Logo, todo convertido recebeu o Espírito Santo quando aceitou Jesus como salvador. O batismo com o Espírito, porém, é outra experiência, também conhecida como "revestimento de poder" (Lc.24.49).
Os apóstolos receberam o Espírito Santo quando Jesus assoprou sobre eles (João 20.22), mas o batismo só aconteceu no dia de Pentecoste (Atos 2).

3- Receber a Palavra de Deus.

"Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas" (Tg.1.21).

O vaso não pode conter tudo ao mesmo tempo. Se a palavra entra, a imundícia tem que sair, mas isso depende também da vontade de cada um.
Geralmente, começamos a receber a palavra antes de aceitar o Senhor Jesus. Afinal, este é o modo padrão de se obter conhecimento sobre nossas necessidades espirituais. Depois de convertidos, precisamos ainda mais da palavra a cada dia.
O Senhor nos deu a bíblia, mas muitos cristãos não a lêem. Isso nos faz lembrar o que Deus disse a respeito de Israel por meio do profeta Oséias:

"Escrevi-lhes as grandezas da minha lei, mas isso é para eles como coisa estranha" (Os.8.12).

Não podemos desprezar a palavra de Deus, pois ela é o alimento para as nossas almas. Abster-se da alimentação é uma ótima atitude para quem quer adoecer e morrer.
É preciso tomar cuidado com o que aprendemos da filosofia, sociologia, antropologia, psicologia e outras áreas do conhecimento humano. Podemos examinar e utilizar tudo isso, mas a nossa mensagem deve ser bíblica em sua essência e propósito. Tal deve ser também nosso modo de pensar e viver.
Todo aquele que se considera um vaso nas mãos de Deus precisa receber o que Deus quer lhe dar. Isso implica em uma atitude de humildade, reconhecendo nossa necessidade espiritual. Nenhum de nós pode se considerar sabedor de todas as coisas, como se fosse auto-suficiente. Tais atributos pertencem exclusivamente a Deus.

O vaso de honra precisa colocar-se diante de Deus em atitude receptiva, sem tampa, sem bloqueios, assim como um copo é colocado sob a torneira aberta para receber água limpa.
Para que recebamos algo de Deus, precisamos nos colocar aos seus pés, como fez Maria, irmã de Lázaro (Lc.10.39). Isso requer tempo dedicado ao Senhor. Essa atitude deve ser constante para que sejamos renovados em sua presença.

ENCHER-SE

O vaso precisa se encher de todo o precioso conteúdo determinado pelo Senhor. Precisamos que Deus ocupe todos os espaços da nossa vida. Assim, não seremos vazios nem cheios de coisas ruins.

"Não vos embriagueis com vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito Santo" (Ef.5.18).

"A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração" (Col.3.16).

Um pouquinho de unção ou da Palavra não basta. Ler um versículo bíblico não basta. Deus tem mais. Não podemos ser econômicos na utilização dos recursos espirituais disponíveis.
Essa plenitude é resultado da dedicação já mencionada. Quanto mais nos dedicarmos ao Senhor, em oração, leitura bíblica, adoração e santidade, maior será a manifestação de sua glória em nós. Tal foi a experiência de Moisés. Depois de ter ficado 40 dias na presença de Deus no monte Sinai, seu rosto brilhava, refletindo a glória do Senhor (Ex.34.29).

"Unges a minha cabeça com óleo e o meu cálice transborda" (Salmo 23.5).

Com dedicação ao Senhor, nossa necessidade espiritual será suprida. Nosso vaso será cheio e transbordará. Muitos querem abundância de recursos materiais. Tudo bem, isto é possível e pode ser bênção, mas esta não é a prioridade do Senhor Jesus nem do evangelho.

SERVIR

O vaso não pode apenas receber e guardar. Ele precisa, no tempo certo, fornecer o seu conteúdo para suprir as necessidades alheias. Caso contrário, haverá perda daquilo que lhe foi confiado.
Precisamos transmitir, compartilhar, o que Deus nos deu. Não podemos ser dominados pelo egoísmo dizendo: "Se Deus me deu, é meu!" Não. Fomos chamados para servir. Compartilhe a palavra, a unção e outras bênçãos do Senhor.

O vaso que compartilha, terá sua medida completada novamente. Habilite-se a receber mais. "Dai e ser-vos-á dado" (Lc.6.38).

Sejamos como aquelas talhas das bodas de Caná, que foram cheias de água e colocadas à disposição de Jesus. Pelo poder de Deus, a água foi transformada em vinho, que foi servido para que a festa continuasse.

Quando nos colocamos nas mãos do Mestre, prontos para sermos usados, seremos instrumentos dos seus milagres para que muitas vidas sejam alcançadas para o reino de Deus.

Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia

do blog: http://ass5dejulho.blogspot.com/

domingo, 26 de dezembro de 2010

Gratidão

“Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu.” (Lc 17.15-16)


Certo missionário conta que recebeu uma carta com más notícias.
“Minha alma estava muito dolorida e triste”, escreveu. “Orei, mas a tristeza não desapareceu. Nisso, numa visita a uma casa no interior, vi na parede estas palavras: “EXPERIMENTE A ATITUDE DE GRATIDÃO”.
Fiz isso e, num instante, tristeza desapareceu para nunca mais voltar.”

Paulo recomendou aos cristãos terem essa postura de gratidão. Espirito de gratidão o ano inteiro ao levantar-se, ao deitar-se, na madrugada ou ao meio dia. Em tudo somos chamados a dar graças. Na realidade é um desafio que enfrentamos sempre. Jesus disse que teríamos aflições em nosso viver, mas prometeu estar conosco todos os dias.
A razão por que devemos ter essa atitude é que temos em nós o dom indescritível de que fala 2Co 9.15. Esse dom é a graça de Deus na pessoa do próprio Jesus Cristo, uma dádiva dada por Deus a cada cristão.
Gratidão constante porque ele, Jesus, é a expressão do amor de Deus que está conosco, sempre presente. O cristão experimenta isso muito fortemente na família, na união que existe entre seus membros.
É Jesus quem torna possível essa comunhão, razão de sobra para agradecer. Jesus caminha com seu povo.
O cristão é uma pessoa vitoriosa. Lemos na segunda carta de Paulo aos Corintios que Jesus sempre conduz o cristão em triunfo (2Co 2.14).
Como cristão, você é vitorioso! Nada pode deter a sua marcha triunfante.
Continue sua jornada com uma atitude de gratidão, apesar das dificuldades que possa ter. Você pertence a Jesus e deverá ter, portanto, uma postura de gratidão.
Olhe sem medo para o futuro, pois o amanhã está repleto de vitórias. É a atitude de gratidão que faz do cristão uma pessoa radiante no meio das incertezas do tempo presente.

Texto: JG (tirado do livro “Pão Da Vida” nº 13)


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OS TUCANOS NÃO LÊEM E NÃO DIVULGAM

ELEIÇÕES 2010
E OS APROVEITADORES DA BOA FÉ E DA CREDULIDADE EVANGÉLICA


Rev. Sandro Amadeu Cerveira (02/10/10) do site da Segunda Igreja


Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]


Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. [2]


A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.


Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e à apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.


De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito” [3], mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito.


O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4]. Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.


Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].


Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade a noticia veiculada pelo jornal a Folha de São Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” [7]


Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.


A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denuncia seletiva de quem esta comprometido com a “iniqüidade” é, no mínimo, desonesto.


Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.


Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.


Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.
Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.


Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.


Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.


NOTAS
[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.


[2] http://www.hospitaldalma.com/2010/07/o-cristao-verdadeiro-nao-deve-votar-na.html
[3] http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+rebate+declaracoes+de+pastor+evangelico+silas+malafaia/n1237789584105.html.

Ver também http://www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml


[4] http://blogdadilma.blog.br/2010/09/serra-e-o-unico-candidato-que-ja-assinou-ordens-para-fazer-abortos-quando-ministro-da-saude-2.html


[5] http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf


[6]http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=856843&tit=FHC-e-intelectuais-pedem-legalizacao-da-maconha


[7]http://www1.folha.uol.com.br/poder/754484-serra-se-diz-a-favor-da-uniao-civil-e-da-adocao-de-criancas-por-gays.shtml


[8] http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=206


Como nossa página não oferece o recurso de postar comentário diretamente nesta parte convido aos que desejarem faze-lo a enviar um email para segundaigreja@segundaigreja.org.br em nome do Rev. Sandro que publicaremos com prazer.


Fonte: Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aborto “permitido” pelo Código Penal?



(um grave engano que precisa ser desfeito nas vésperas destas eleições)


Não há casos autorizados pelo Código Penal brasileiro

Ora, o Código Penal não é um código de direitos, mas de crimes. Todas as condutas lá descritas são delituosas, a menos que se diga explicitamente o contrário.

O artigo 128 do Código Penal elenca duas hipóteses em que "não se pune" (eis as palavras da lei) o aborto: se não há outro meio - que não o aborto - para salvar a vida da gestante; e se a gravidez resulta de estupro.

Em ambos os casos, o aborto continua sendo crime. Aliás, o Código não diz "não constitui crime", mas tão-somente "não se pune".

Portanto, o médico que praticar aborto em tais hipóteses comete crime. Ocorre que a lei nem sempre aplica pena a um crime já cometido. A lei não pune, por exemplo, o furto já praticado entre ascendente e descendente, ou entre cônjuges (art. 181, CP). Não se trata de um furto legal. O crime permanece. Desaparece a pena, por razões de política criminal.

Assim, o Código Penal pode dizer que certos atentados contra a vida humana, como o aborto, em certas condições, ficam isentos de pena, após o fato já consumado. Mas de modo algum, o Código Penal pode dar permissão prévia para abortar.

Logo, na ordem jurídica brasileira, não existe caso algum de um direito ao aborto. E nem poderia existir. Se o Código Penal, em seu art. 128, dissesse que algum aborto é "permitido" ou "lícito" estaria fulminado de inconstitucionalidade.

Isso porque a Constituição Federal assegura, em seu art. 5°, caput, a inviolabilidade do direito à vida.

Logo, não há casos de aborto autorizados pelo Código Penal brasileiro.


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Há ainda um outro erro jurídico grave:

Suponhamos — apenas para argumentar — que a nossa Constituição não protegesse a vida humana e que uma lei ordinária, como o Código Penal, pudesse dizer que, em algum caso, o aborto é "permitido".

Ainda assim, o Ministério da Saúde estaria muito longe de dizer que é "obrigado" a favorecer tais abortos com o dinheiro público.

Pois nem tudo o que é lícito fazer é desejável pelo Estado que se faça.

Por exemplo: fumar é lícito. No entanto, seria absurdo que o Ministério da Saúde, baseado nessa licitude, lançasse uma campanha de fomento ao tabagismo, ou ao "fumo legal".

Pelo contrário: o Ministério da Saúde gasta dinheiro, não para estimular, mas para combater o fumo, mesmo não sendo ele proibido por lei.

Logo, mesmo que houvesse um aborto legal no Brasil (o que não há), seria dever do Estado não favorecê-lo.

Convém lembrar que para o administrador, não é permitido fazer qualquer coisa que a lei não proíba. Isso só vale para o particular (art. 5°, II, CF).

O administrador só pode fazer o que a lei expressamente autoriza (art. 37, CF). E como não há lei dizendo que o Estado deve fazer aborto, o administrador não tem o direito de praticá-lo.

Que fazer? Votar no mal menor?

O Ministro José Serra editou a Norma Técnica "Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes", em novembro de 1998, ato este que oficializou a prática do aborto pelo SUS?

E, ao assinar, cometeu abuso de poder e desvio de finalidade. Pois, conforme pergunta Ricardo Dip, “se o aborto é crime, como pode o Estado atribuir-se a tarefa de cometê-lo?”.

O infeliz ato administrativo de José Serra foi seguido por outros piores, durante o governo Lula. De lá para cá, vêm-se multiplicando os hospitais públicos que fazem o "serviço" de matar crianças (o que não é tarefa do Ministério da Saúde).

A administração pública tem o direito - e o dever - de anular seus próprios atos, quando perceber que estão contaminados de ilegalidade, ou que não servem ao interesse público (Súmula 473, STF).

Convém lembrar (nas eleições o povo às vezes padece de amnésia) que o governo Lula elaborou uma proposta normativa, em cujo debate a CNBB não foi admitida, que pretendia legalizar o aborto durante os nove meses, sem qualquer restrição. E mais: pretendia que os planos de saúde fossem obrigados a cobrir os custos com o aborto provocado, embora pudessem deixar de cobrir procedimentos obstétricos. É isso mesmo: financiar o aborto é mais importante do que custear o parto! É o cúmulo da “cultura da morte”.

Lembre-se ainda que o Presidente Lula, ao sancionar a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), teve o cuidado de vetar vários dispositivos, mas manteve intacto o art. 5º, que permite a destruição de embriões humanos.


Texo: trechos da matéria publicada em 12 de setembro de 2006.
pelo Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz - Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Fonte: Google



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Autoridades negam alimento para filhos de cristã.


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Egito
EGITO (21º) - Autoridades egípcias deliberadamente negam comida para dois filhos de uma mulher cristã, Martha Samuel, porque ela se recusou a retornar a fé islâmica.

Martha, que teve seu nome colocado em uma lista de pessoas que estão proibidas de viver no Egito, foi presa no aeroporto do Cairo juntamente com seu marido e seus filhos enquanto tentavam fugir para a Rússia no mês passado (acompanhe esse caso). De acordo com informações locais, Martha alegou que estava fugindo de uma perseguição cruel e de ameaças de morte por parte da polícia e de membros da família, as quais ela e o marido vêm sofrendo desde que se converteram ao cristianismo, há 5 anos. Ela foi acusada de ter falsificado documentos e mudado de nome após ter se convertido do islamismo para o cristianismo.

Após a prisão, Marta foi espancada, torturada e abusada sexualmente pela polícia como um meio de forçá-la a negar sua fé. Seus filhos de 2 e 4 anos, também foram detidos pelas autoridades e privados de alimentos na tentativa de aumentar a pressão para que ela voltasse ao islamismo.

De acordo com um relatório da Coalizão para a Defesa dos Direitos Humanos, os cristãos coptas no Egito têm sido molestados, torturados e assassinados pelos muçulmanos por mais de 1.400 anos. Pelo fato do país reconhecer formalmente a lei sharia islâmica como fonte de justiça, os cristãos são rotineiramente submetidos a uma variedade de crimes de ódio. Mais de 5.000 cristãos foram assassinados no Egito somente nos últimos 10 anos e centenas de estabelecimentos comerciais cristãos, casas e igrejas foram saqueados, queimados e destruídos.



Tradução: Ioná Vallim
Fonte: Christian Freedom International

Publicado em 11/02/2009 no site Portas Abertas (http://www.portasabertas.org.br)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Jesus é o caminho para a Índia.


"[...] como podemos saber o caminho? Respondeu Jesus: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida'." João 14:5b, 6a

Nesse início de ano, a Índia tem recebido muito destaque na mídia brasileira. Pode-se dizer que não só no Brasil. A grande surpresa do Oscar esse ano foi um filme indiano, que não apresenta o país como uma maravilha, mas, sem dúvida, traz sobre ele olhares do mundo inteiro. Além disso, o desempenho econômico tem dado destaque para a Índia nos principais jornais do mundo. Esse país tem influenciado as tendências da moda, de comportamento, de linguagem e relacionamento da população. No âmbito cristão, a Índia também gerou uma atenção especial, mas não para criar tendências, e sim para levar irmãos à oração.

A Índia sempre apresentou algumas limitações em relação à liberdade religiosa, mas depois de agosto de 2008, em que cristãos foram acusados de matar o líder hindu Saraswati, a violência aumentou gravemente.

De acordo com a Classificação de países por perseguição, publicada anualmente pela Portas Abertas, a Índia subiu de posição. De 30º lugar em 2008, foi para 22º, entrando no grupo de nações com “Limitações severas”, principalmente após a onda de acidentes no final do ano.

Fontes afirmam que inúmeros cristãos foram atacados e mortos, e muitas casas e igrejas destruídas. Para saber mais detalhes sobre os incidentes na Índia, assista no site da Missão Portas Abertas ao vídeo em que o irmão André fala sobre a situação no país.

Neste ano, temos recebido diversas notícias sobre os incidentes com cristãos que ocorrem no país. Essa é uma das realidades da Índia, um cenário de intolerância religiosa sem perspectiva de melhoras. Um país que necessita profundamente descobrir e conhecer o único CAMINHO, verdade e vida: Jesus Cristo. Ele é o Caminho para a Índia.

Durante o mês de março, a Missão Portas Abertas publicou em seu site uma série com três artigos especiais sobre a Índia. Acompanhe semanalmente as notícias em nosso site e fique informado sobre a perseguição de nossos irmãos indianos.

"A realidade sobre a Índia" é uma série de 3 artigos que contêm relatos de pastores que passaram pelos ataques dos últimos meses, entrevista com o diretor da Portas Abertas Índia e testemunhos.


Texto publicado no site da Missão Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/especiais/caminho_india.asp

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cilada Verbal.


Há vários modos de matar um homem:
com o tiro, a fome, a espada
ou com a palavra
- envenenada.
Não é preciso força.
Basta que a boca solte
a frase engatilhada
e o outro morre
- na sintaxe da emboscada.

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texto: Affonso Romano de Sant’Anna
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Publicado por Sônia Regly no blog: http://evelyns-place.com/compartilhandoasletras/
Visitem, vale a pena.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Preceitos para a Vida.

Cristo Jesus será o seu ideal. Recordando a advertência de Cristo o maior entre vós será o servo de todos, se esforçará diariamente em servir seus semelhantes com amor, modéstia e humildade em qualquer oportunidade que se apresente.


Tendo fé inquebrantável na sabedoria e bondade de Deus, trabalhará de acordo com a evolução, procurando falar, atuar e ver, somente o bem no seu convívio diário com os demais.


Sendo a verdade, a honradez e a justiça qualidades fundamentais da Divindade Interna, procurarás expressá-las em todos os seus pensamentos, palavras e ações. Sabendo que as suas condições atuais são o resultado de suas ações passadas e que pode construir o seu destino futuro melhorando-o por meio dos atos no presente, não deverá invejar os outros e sim dedicar as suas aspirações em exercitar a sua divina prerrogativa de livre-arbítrio semelhante para o amanhã.


Considerando que o silêncio, em verdade, é um dos maiores auxiliares para o crescimento da alma, procurará, sempre, um meio-ambiente de paz, equilíbrio e quietude.


Sendo a confiança em si mesmo a virtude cardeal para o aspirante espiritual, fará o possível para praticá-la tanto em seus pensamentos como em seus atos.


Conhecendo que o interno é o único tribunal real da verdade, se esforçará por estabelecê-lo, submetendo-lhe todos os assuntos para sua final decisão.


Dedicará certo tempo, cada dia, para meditar e orar, procurar elevar-se em asas de amor e aspiração sublime até o próprio Trono do Pai.


Sabendo que o fracasso está, apenas, em deixar de intentar ante qualquer obstáculo, continuará paciente e persistentemente, procurando viver os elevados ideais ensinados por Cristo.


(Do site: http://www.revistafrater.com.br)
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Texto: publicado no site:www.eurooscar.com

terça-feira, 7 de abril de 2009

A borboleta.


Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem que passava sentou-se perto e ficou observando a borboleta por várias horas como ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguirá ir mais longe.
O homem decidiu ajudar a borboleta, pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequenino e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e de esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se firmar a tempo. Nada aconteceu.
Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e a asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, com sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário para que a borboleta passasse através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas de modo que ela estaria pronta para voar logo que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixar aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Eu pedi Força..... e Deus me deu Dificuldades para me fazer forte.
Eu pedi Sabedoria. E Deus me deu Problemas para resolver.
Eu pedi Prosperidade... e Deus me deu Cérebro e Músculos para trabalhar.
Eu pedi Coragem... e Deus me deu Perigo para superar.
Eu pedi Amor... e Deus me deu pessoas com Problemas para ajudar.
Eu pedi Favores... e Deus me deu Oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi..........
Mas recebi tudo de que precisava.