quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

ESPÍRITO NATALINO OU PRATICAR A PALAVRA?

A escolha é individual e intransferível. A escolha a sua!
Seja qual for sua religião ou crença, em dezembro somos inundados com imagens e notícias de árvores de natal, casas, ruas, estabelecimentos enfeitados para as comemorações de final de ano.
Inúmeras matérias sobre boas ações, atitudes de honestidade, leitura de cartinhas para o Papai Noel dividem espaço na mídia com notícias de hospitais superlotados, doentes sem medicação, funcionários públicos sem receber salario, enfermeiras pedindo moeda para poder voltar para casa depois do plantão.

E você indignado assiste a tudo isso.

Para amenizar veiculam comerciais comoventes com cenas e textos que arrancam lágrimas até dos corações mais duros.

E você até se sente mais aliviado para ir até a cozinha buscar algo para saborear.

Corrupção, roubo dos cofres públicos, trapaças dos políticos, dos empresários, de alguma celebridade ou mesmo de algum líder religioso (tenha ele deixado ou não de frequentar o templo) não incomoda mais. Principalmente nesta época.

E você se faz morto diante de tudo isso.

Mas nos sentamos em frente ao computador e escrevemos. Os mais exaltados falam mal, ofendem, julgam. Fazem comentários, se justificam. Escolhem lados. Mas colocam a mão no bolso?

Se emocionar com a solidariedade alheia é o que se espera do espírito natalino, mas, o que Cristo realmente espera de cada um?

Venda o jatinho que você comprou para facilitar "a sua obra" na terra e reparta com os famintos.
Doe 10% do que ganha para pagar os salários dos funcionários públicos da sua cidade.
Empresários, cantores, atores, apresentadores de programas, jornalistas, milionários, político honesto, doe um equipamento para o hospital de sua preferencia.
Adotem uma família.
Para quem não tem dinheiro, doe o trabalho de suas mãos.
Varrer, esvaziar uma lixeira, cortar a grama, arrumar uma porta ou uma pia, trocar a torneira, ajudar a cuidar de um doente, comprar o remédio, pagar a conta de luz para um vizinho VAI TE FAZER BEM.

FAÇA SUA ESCOLHA!


Provérbios 28:27
Quem dá aos pobres não viverá em necessidade, mas quem esconde seus olhos dos que precisam de ajuda sofrerá muitas maldições.
Jó 29:13-18
O que estava à beira da morte me abençoava, e eu conseguia consolar o coração da viúva.…
Jó 31:16-20
Se não consegui atender os desejos dos pobres, ou se fiz desfalecer os olhos da viúva que aguardava minha ajuda;…
Isaías 32:8
Quanto ao homem nobre, nobres são todos os seus desígnios; graças aos seus feitos nobres permanece íntegro e firme.
Isaías 58:7-11
Ora, não é partilhar teu alimento com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu e sem teto que encontraste e não recusar tua ajuda ao próximo?…
Mateus 5:7
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Mateus 25:34,35
Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, abençoados de meu Pai! Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. …



     



sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Em teu louvor

Senhor,
a tua vontade é perfeita.
Quem a conhecerá?
Quem contenderá com ela?
Infinita é sua misericórdia
e seu amor por nós.
Graças te dou, óh Pai,
por tudo.
E principalmente,
por reconhecer que me amas.
Sei que sua fidelidade
vai além, muito além,
do meu entendimento.
Quando olho para meus filhos
e para os filhos dos demais
minha alma se emociona.
Imagino, se é que é possível,
o quanto as ações humanas
ferem a tí.
Outrora nos alertaste
sobre os dias maus.
E hoje eles são fartos de dias.
Mesmo assim...
a desumanidade dos homens
nos impressiona.
O que pedirei?
Ah, se eu pudesse....
Que me seja dado
o privilégio de
de ver o enbranquecer
dos cabelos dos meus filhos.
O prazer
de vê-los aconchegar
meus netos em seus braços.
E, conforme tua vontade,
que eu tenha a felicidade
de ver dos lados
outros pais tendo a mesma graça

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Pode a criação ser maior que o Criador?

O único justo que tem toda a liberdade de julgar cada ser vivente
Viveu 33 anos entre nós sem apontar o dedo para ninguém
O mundo era diferente do que é hoje?
De que lado ele estava?
Ele tinha preferência?
Quem nos fez juiz?
A internet?

Se a salvação é individual, por que tomar pra si o que só a Deus pertence?


DEUS É AMOR E MISERICÓRDIA
E seus olhos estão sobre todos nós,
                                                         salvos
                                                                    ímpios
                                                                                joio
                                                                                       e  trigo

quinta-feira, 11 de maio de 2017


Mesmo distante das convenções
                                  Deus não nos abandona
                                                           Se fores atento
                                                                       Com certeza o sentirá
                                                                                                 
         Nosso Pai
                           É AMOR
                       

sábado, 19 de dezembro de 2015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

ORGULHO

Desde o tempo de Adão e Eva que a culpa é sempre do outro. Eva comeu a maçã por culpa da serpente. Adão comeu por que Eva lhe ofereceu. Os cristãos culpam a mulher por todo pecado. E assim caminha a humanidade.
Talvez, ao ver sua imagem refletida nas águas, o homem tenha ficado tão encantado que perdeu a oportunidade de enxergar-se. Nem a evolução do espelho trouxe luz à consciência, simplesmente banalizou o culto a aparência.
Mantemos a aparência de “bons moços” enquanto a culpa é do próximo. Basta mudarmos de idéia, algo dar errado ou ser criticado para corremos como ratos sem rumo. Não importa os acordos ou as associações que tenhamos feito anteriormente. Desagradou, pula-se fora. Isso vale na política. Nas relações pessoais. Na sociedade em geral.
Um bom exemplo disso é referirmos uns aos outros como se fossemos de outro mundo. O brasileiro é corrupto. O governo brasileiro é ladrão. Religião é lavagem cerebral. O morador de rua é vagabundo. Pobre é “gente diferenciada”. Quem mora na favela é traficante. Adolescente não quer nada da vida. A saúde não tem jeito. Segurança não existe. Multa de trânsito é absurdo. Ciclovia é desnecessária. Faixa de ônibus incomoda muita gente. Enfim, brasileiro é isto ou aquilo e o resto que se exploda. Eu sou o tal, e você é de onde?
Se os outros países são tão bons por que têm tantos estrangeiros vivendo aqui? Seja por opção ou refugiados de guerra, eles trocam sua pátria pelo Brasil e passam a fazer questão de ser chamados e tratados como brasileiros.
Mesmo não tendo nenhum traço latino, sendo branco como a neve, ruivos, loiros, de olhos azuis, de olhos puxados. Não importa. Eles não se importam.
Outro dia visitei uma feira de artesanato que reuniu representantes de vários países. Parei na barraca de artigos da Turquia e enquanto esperava ser atendida ouvi do artesão que acabava de moldar sua peça: “Os brasileiros deveriam ter mais orgulho do Brasil, eu não troco este país por nenhum lugar do mundo.”
Como peguei o fim da história tratei de iniciar outra: “Você é de onde?”
- Sou de Florianópolis.
- Florianópolis é linda.
- O país todo é lindo. O povo é maravilhoso. Nasci na Turquia e vivo aqui há 10 anos, por isso já me considero brasileiro.
- Que bom!
- Corrupção, fome, desemprego, pobreza, doença, violência, tem em todo lugar. No Brasil não tem guerra, não tem terremoto nem furacão. Aqui se tem liberdade, Há paz entre os povos. Isso não se acha em lugar nenhum.
Ufa! Encontrei um compatriota. Fiquei emocionada e achei melhor ficar calada. Peguei meu quadro e me despedi daquele “brasileiro” orgulhoso que me envolveu num forte e inesperado abraço.
Segundo ele, aprendeu conosco a ser acolhedor, sem preconceitos e a demonstrar seu afeto com abraços.
Que as más línguas não saibam disso.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

SOMENTE DEUS.

Deus tem sua maneira de agir.
                                     
                                     Não importa como, mas age.

                                                                               E é tão bom sentir
                                                                                                            sua presença.




                                                                                                                                     

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FÉ.

por: Ana Maria Ribas Bernardelli



" Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção
 de fatos que se não vêem".” 
Hebreus 11:1.

O versículo que estronda o enunciado da fé é perfeito em realidade de fé, porque divide a fé em dois segmentos: na parte “a” do versículo, “a fé é a certeza das coisas que se esperam”. 

Essa parte é a parte comum a toda a humanidade. Todos os homens têm uma medida de fé que lhes foi concedida pelo próprio Deus, como uma semente guardada para ser usada em momento oportuno. Até mesmo os mais céticos, de repente, se vêem lançando mão da semente, na hora mais escura e necessária. 

Uma vez que a necessitam, e a usam, descobrem que quanto mais a usam, mais ela poderá ser usada. 


A semente de fé é diferente de outras sementes porque ela não se multiplica, e nela não se aplica a lei da semeadura que segue o processo morrer, enterrar, cuidar, florescer, colher, multiplicar e novamente plantar.



Essa é a glória das sementes comuns. A glória da semente de fé que foi concedida a cada homem, sob medida, não se multiplica porque ela pertence individualmente a cada homem. 

Cada um de nós tem a sua sementinha para uso próprio, na hora adequada, que, com a experiência, torna-se um recurso de uso vitalício e permanente, para todas as horas. 

Comparada à semente de mostarda que pode exigir do monte o transplante de lugar, a semente de fé que a humanidade utiliza para uso próprio é ainda menor. Mas é suficiente para nos conceder a certeza das coisas que esperamos, a cada dia. 



O uso cotidiano da semente de fé é, quase sempre, para as nossas miudezas. Usa-se a semente de fé para coisas tão banais quanto a esperança de um emprego, de uma mudança, de um casamento, de um título, de uma sentença favorável, de um benefício qualquer que possa melhorar a vida.



Ninguém precisa que o monte mude de lugar. Basta-nos que o monte fique onde está, e que nós possamos nos mudar de lugar, com todas as nossas tralhas e os nossos tesouros que a morte encerra. 

Para essas banalidades usamos a nossa pequeníssima semente de fé. E também a usamos quando oramos para a cura de uma doença, para a cura de uma nação, para a cura do mundo. 

Será que funciona? Funciona e muito! As nossas reuniões sempre contam com a sessão: “Testemunhos de bênçãos alcançadas pela fé.”



Sim, a fé é a certeza das coisas que se esperam. Quem espera e usa a sua semente de fé, consegue que a sua esperança se transforme em realidade, e esse é o benefício e a recompensa da sua fé.



Mas, esse versículo, felizmente, não tem apenas a parte “a” do enunciado. Há também a parte “b”. E glória a Deus por isso.

A fé também é “a convicção de fatos que se não vêem”. 



Fatos que se não vêem, são mesmo para não serem vistos. Fatos que se não vêem, não levam a lugar algum apenas à convicção de que tais fatos existem, ainda que se não os veja. 

Quando eu tenho convicção de alguma coisa, e essa convicção é por fé, pela semente de fé que me foi concedida quando me tornei uma nova criatura, quando tenho essa convicção, não importa que eu não veja, importa que eu sinta. Glória a Deus milhões de vezes por esse tipo de fé!



Esse tipo de fé é para todos, mas não para muitos. Esse tipo de fé não depende de quem quer. Aliás, poucos querem, porque mal conhecem o significado da segunda parte do enunciado. 

Esse tipo de fé é para os que têm uma missão especial.

Alguns a têm, mas não têm consciência de que a tem como dom divino. Nesse grupo se encaixam os grandes inventores da humanidade, os grandes cientistas, os que transformaram o mundo melhorando a qualidade de vida das pessoas, encurtando distâncias, trazendo conforto, salvando vidas. Pensemos em Tomás Edson, o norte-americano cheio de convicções, que lhe possibilitou inventar a lâmpada elétrica,  o fonógrafo, o indicador automático de cotação de Bolsa de Valores, e outras coisinhas mais. Pensemos em Santos Dumont o brasileiro cheio de convicções de que voar não era apenas para os passarinhos.



Foi por convicção que os grandes fatos da humanidade foram explicados.

Foi por convicção que Moisés morreu sem ter entrado na Terra Prometida. Foi por convicção que Abraão esteve disposto a sacrificar o próprio filho. Foi por convicção que José deu ordem acerca de seus ossos quando o povo de Israel saísse do Egito. 



-Percebem a diferença? 

Quando a fé é a certeza de coisas que se esperam, é fácil ter fé porque existe a recompensa das tais coisas. Mas a convicção de fatos que não se vêem, é mais difícil porque ainda que não se veja, e não se obtenha a visão objetiva, a visão subjetiva é suficiente para que não se perca a convicção.



Pessoas convictas não desanimam ante o desconhecimento e as dificuldades, independente de que as suas convicções se tornem fatos. 



A Bíblia é uma história de certeza de coisas que se esperam, e convicção de fatos que não se vêem. A esperança de fé realiza coisas, a convicção pode não se realizar, e ainda assim, aquele que a possui jamais se perderá.



A convicção morre com o convicto.



Com a fé das coisas que espero, eu celebro a vida. Com a convicção de fatos que não vejo, eu me alimento de certezas e de alegrias íntimas. 

Ninguém me engana quando tenho uma convicção. Da minha convicção não espero nada, porque já tenho o que preciso. 

Eu sei o que sei por convicção, e não preciso ver nada, e saber mais nada, para conservar a minha convicção.

Perdem tempo aqueles que pensam poder abalar a minha convicção porque ela me é um dom de Deus, e “o dom e a vocação de Deus são irrevogáveis”.

Os homens não a podem tirar, os fatos não a podem abalar, as evidências não a podem derrotar, as manobras não a podem frustrar. 

Convicção é certeza que não depende de espera, e nem de recompensa.

A convicção é. E é eterna.


visitem: http://www.anamariaribas.com.br/


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

COINCIDÊNCIAS DA VIDA?

Trecho do capítulo 7 do livro de Miquéias, AT.

2 Os piedosos desapareceram do país; não há um justo sequer.
Todos estão à espreita para derramar sangue; cada um caça seu irmão com uma armadilha.

3 Com as mãos prontas para fazer o mal o governante exige presentes,o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto.

4 O melhor deles é como espinheiro, e o mais correto é pior que uma cerca de espinhos. Chegou o dia anunciado pelas suas sentinelas, o dia do castigo de Deus. Agora reinará a confusão entre eles.


5 Não confie nos vizinhos; nem acredite nos amigos. Até com aquela que o abraça tenha cada um cuidado com o que diz.

6 Pois o filho despreza o pai, a filha se rebela contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os seus próprios familiares.





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sou falha, mas seu amor é Grande.

Senhor, quando achei
Que andava de acordo com sua palavra
Que vivia segundo a sua graça
Que era obediente e fiel
Aí descobri que era falho.

Meu Deus, quando me esforcei
E fui tolerante com os demais
Perdoei quem me agredia
Pedia perdão para quem ofendia
Aí percebi que era falho.


Deus eterno, quando lhe dava graça
E orava, e lia tua palavra, e servia com mansidão
Aí, sim, percebi que era falho.


Senhor meu Deus, quando falhei
E achei que não tinha mais volta
Foi ai que descobri o PAI
Amoroso, hospitaleiro, perdoador
Que ME AMA como eu sou
Não porque me queria santa
Mas me quer por perto
Me esforçando.

Obrigada, Senhor, pois sois FIEL A MIM.

por Etelvina de Oliveira
publicado em 11/05/09, no Rencanto das Letras

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Filhos, bençãos de Deus.

Em março teremos a presença de mais uma criança na família.

A escolha do nome ainda causa polemica entre os jovens pais e os que querem dar opinião.
Mas ele vem, seja lá qual for o nome que receberá:
“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Salmo 127:3).


Em virtude dessa espera quando nos reunimos o assunto é nossa experiência como mães.
Como esta sendo a sua?
Você alguma vez já pensou que filhos deveriam vir com bula de instruções?
Eu já.
Ficava de olho comprido nas crianças dos vizinhos, gordos e fofos, enquanto os meus eram miudinhos de fazer dó.
Depois ficava contabilizando quando nasceriam os dentes, quando os meus começariam a falar ou andar já que todas as crianças do mundo sempre fizeram tudo muito cedo.

Não sei se com o tempo os pais esquecem a realidade ou se aumentam os fatos para supervalorizar suas crias. Um exemplo disso foi uma vizinha da minha mãe que, em um surto de exagero de mãe coruja, nos brindou com uma pérola: “Meus filhos nunca usaram fraldas, desde bebes já os colocava no vaso e eles já comiam arroz e feijão”.

Poupe-me!

Para as mães que trabalham fora sempre vem a fase de se culpar por ter que deixá-los na creche ou com outras pessoas; por não acompanhar o dia-a-dia deles mais de perto; por isso e por aquilo.
Se você sente isso, esqueça. Isso passa.
Educar uma criança é um desafio que vale a pena.

A vida segue seu curso e vamos aprendendo com eles e eles conosco.
Eu adoro me esparramar no sofá com meus filhos para falarmos das coisas da vida.
Sempre me surpreendo com a sabedoria que eles demonstram apesar da pouca idade que têm - 15 e 16 anos.

Sem dúvida eles são mais maduros e sensatos do que eu.

Agradeço a Deus por isso.
Claro que têm suas intrigas de adolescentes, mas se colocarmos na balança isso pesa quase nada.
Outro dia rimos muito lembrando o dia-a-dia deles e as coisas que aprontavam quando menores.
Tínhamos como hábito deitarmos juntinhos, no escuro, iluminados pelo reflexo das estrelinhas grudadas no teto, e inventarmos historinhas até nós três pegarmos no sono.

Muitas vezes eu dormia antes e quando acordava os dois ainda estavam criando enredos ou conversando como gente grande.
Em uma dessas noites fiquei quietinha para não atrapalhar as explicações do Lucas que, muito sério, tentava fazer a irmã entender que ela tinha que pintar os desenhos das pessoas com o lápis bege.

- Lilica, todo mundo nasce bege, depois a gente fica bege claro ou bege escuro.

Ela com os olhos brilhando no escuro, quase fechando de sono, deu um sorriso gostoso aprovando a inteligência do irmão.

Ela diz que até hoje os pinta assim.
Ou, ainda, quando ele lhe explicou que Deus fazia cada pessoa de um jeito e ela rapidamente completou:
- Por isso todo mundo é especial.

E ambos dormiram de mãozinhas dadas.
Teve uma vez que eu fiquei mudinha da silva quando tentava por em pratica as orientações das entendidas em “educação infantil” que dizem que só devemos responder o que as crianças nos perguntam e de acordo com a idade.
Pois bem, minha garotinha, que já estava na escola, me veio com a seguinte pergunta:
- Mãe como nascem os bebes?

Credo, eu que nunca fiz pergunta nenhuma a minha mãe mantive a postura de porta de geladeira e comecei a buscar qual seria a resposta ideal para uma menininha, sem os dentes da frente, que olhava bem dentro dos meus olhos.

Deixa-me ver......

Antes que eu respondesse lá vem o Lucas em meu socorro:
- Lilica, não fale essas coisas com a mamãe, ela ainda acredita em cegonha.

E os dois me explicaram, calmamente, o que tinham aprendido nas aulas de Educação Sexual, acredito que em uma linguagem apropriada para minha idade.

E quando a própria Lilica arrancava os seus dentes de leite e os do irmão com fios de linha de tanto que eu chorava de dó.
Eu ainda sou chorona e ela corajosa.
Nesses bate papo no sofá fiquei sabendo que um dia eles tiveram que organizar uma fila de crianças que queriam visitar o vaso sanitário de um dos banheiros da creche onde ficavam. Tudo isso, por que o Lucas disse para aos demais que alguém tinha feito uma coco em forma de sorvete.

Pode isso?

Os dois já se apaixonaram, querem estudar antes de namorar sério, pretendem se casar na igreja e ter pelo menos um casal de filhos.
Que os anjos digam amém.

Quer saber, nossos filhos vêm com bula sim!

Ela foi escrita por Deus e é ele quem nos dá sabedoria para educá-los.

Basta querer!


“Ensina teu filho o caminho que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”
                                                                 (Prov.22:6).







18/02/09



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Os perigos do cristianismo moderno


por: Ana Maria Ribas Bernardelli
(http://www.anamariaribas.com.br)



Não é difícil imaginar a indignação do profeta Miquéias, quando escreveu aos líderes religiosos do seu tempo este discurso carregado de condenação:

“ Assim diz o Senhor acerca dos profetas que fazem errar o meu povo, que clamam: paz! quando tem o que mastigar, mas apregoam guerra santa contra aqueles que nada lhe metem na boca. Portanto se vos fará noite sem visão e tereis treva sem adivinhação; por-se-á o sol sobre os profetas e sobre eles se enegrecerá o dia. Os videntes se envergonharão e os adivinhadores se confundirão” ( Miquéias 3: 5,6,7).

“ Os seus cabeças dão a sentença por suborno , os seus sacerdotes ensinam por interesse, os seus profetas adivinham por dinheiro e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.” ( Miquéias 3:11)

A lista dos que se autodenominam profetas, sacerdotes, mestres, evangelistas, bispos e pastores, e sob esses títulos e funções “ensinam por interesse, adivinham por dinheiro e ainda se encostam ao Senhor”, é tão antiga quanto a história da humanidade.

Com um agravante: na atualidade, multiplicam-se aos milhares o número daqueles que percebendo as vantagens econômicas e sociais que a profissão oferece, engajam-se no círculo de proteção oferecido pelo corporativismo religioso.

Façamos uma aliança entre a minha nação e a sua nação (denomi-nação). Façamo-nos um nome e uma torre cujo cume toque nos céus. Façamos um conluio religioso que nos favoreça. Você me indica que eu te indico. Você me convida que eu te convido. Você divide comigo um naco do seu nicho e eu divido com você um naco do meu nicho. Eu te ofereço um púlpito no nordeste por 3 dias e você me oferece um púlpito no sul por 3 dias. Você arranca uma oferta do meu povo e divide com a “minha” igreja. Eu arranco uma oferta do seu povo e divido com a “sua” igreja. Coloquemos um lençol aberto lá na frente visualizando uma grande colheita, para o povo ficar animadinho na hora da contribuição. E com a ponta do lençol, quem sabe, os mais conscientes possam sugerir que se faça uma forca para os Judas dos tempos modernos que cuidam da bolsa mais do que dos assuntos do Reino.

Essa é uma situação muito comum no meio do povo de Deus. Chocantemente comum. E acontece, de repente, nas melhores denomi-nações. Os líderes com uma visão denomi-litada gastam 10 anos da vida pregando a genuína palavra de Deus ,e de uma hora para outra são contaminados por um “cristianismo importado” permitindo que a horda de salteadores invada o templo e dissemine heresias midiáticas. Qualquer bobagem é aclamada como uma revelação divina. As interpretações pessoais da palavra de Deus são recebidas sem reserva causando confusão e perplexidade entre os mais atentos.

Ontem tive o desprazer de assistir uma pregação digitalizada onde tudo acontece como num show de mágica: o pregador usava uma roupa não comum, chamando bastante atenção sobre a sua singularíssima pessoa. Uma espécie de vestimenta sacerdotal. Na cabeça, usava um adereço que complementava o traje. Seu discurso, principiou de maneira sábia e terminou de maneira néscia, abusando da tentativa de compreender a mente de Deus. O cidadão transformou o jardim do éden num paraíso de consumo onde todas as árvores significavam um tipo de aquisição material disponível para o homem, como numa grande loja de departamentos. A Árvore da Vida foi reduzida a um plano de saúde e a árvore do conhecimento do bem e do mal ganhou a interpretação de uma grande coletoria cósmica onde quem "comesse" os 10 por cento morreria. Simples assim. O recolhimento do dízimo era o que garantiria aos fiéis o pleno desfrute de todas as árvores, inclusive da árvore da vida.

O povo? O povo concordava, obedecia e aplaudia. O povo também repetia uma palavra mágica, como um mantra, que o pregador incorporou ao discurso, uma espécie de mensagem subliminar que cola no inconsciente das pessoas e faz com que, muito tempo depois, o pregador ainda seja lembrado pelo bordão que criou. Em conformidade com as normas publicitárias vigentes no mundo, o cidadão ganharia nota dez pela cara de pau e nota mil pela implantação da campanha publicitária. Pague o dízimo e viva para sempre.

Para aonde fugir se essa é uma tendência que se dissemina na velocidade da luz? Aonde buscar refúgio se o trigo está sendo dominado pelo joio? Seria este tempo a reedição de um tempo profetizado por Miquéias, com dupla aplicação? O que fazer para evitar que tais coisas aconteçam? No mínimo, denunciar. Não importa que a nossa tentativa de denúncia alcance um âmbito pequeno de pessoas, importa que a partir da nossa consciência outras consciências sejam iluminadas acerca dessa praga que assola a igreja do Senhor.

Talvez a pregação do evangelho seja, hoje, a profissão mais concorrida da terra e também a mais protecionista entre os seus pares . O cidadão apresenta-se com um discurso profano, mas não é contestado porque não se pode contestar uma suposta nova revelação divina. Não se prega mais a genuína palavra de Deus. A palavra de Deus sozinha se explica. A Palavra de Deus se basta. Fale a Palavra de Deus e o resto deixe com Deus. Se você não atrapalhar, o Espírito de Deus faz a obra. Mas não! Todo mundo hoje parece querer acrescentar à Palavra alguma revelação que tenha recebido, uma espécie de contribuição cósmica universal que faça do pregador um guru em assuntos que não nos cabe interpretar. Por conta disso, enquanto prosperam as heresias, prosperam também as agendas dos reverendos. A falta de conhecimento bíblico faz do povo de Deus uma platéia fácil de ser iludida e enganada.

“ O meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento”. Oséias 4:6

Talvez o número de candidatos a estrelas do mundo gospel seja superior ao número de candidatos aos vestibulares de medicina. Com uma vantagem: Não é preciso fazer vestibular algum. Basta possuir uma boa capacidade de verbalização, conhecer parcialmente a Bíblia, decorar alguns versículos, montar umas mensagens, aprimorar o discurso religioso, criar alguns bordões, fazer o povo rir no começo, fazer o povo chorar no fim, não necessariamente nessa ordem, distribuir palavras abençoadoras, apontar o dedo indicador para a grande massa, levantar as mãos, animar o auditório, ter um bom domínio de palco, instituir um clima de histeria generalizada, promover um barulhão dos brabos, criar uma língua supostamente falada por anjos, e predizer um futuro cuja autenticidade não será possível comprovar uma vez que o profeta nunca se fixa em lugar algum, porque o profeta deste século é um ser itinerante cujo itinerário tem abrangência mundial.

Nunca se viajou tanto para proclamar o Evangelho em países do primeiro mundo. De vez em quando sobra um abnegado que aceita pregar o Evangelho nas tribos mais distantes, mas a maioria quer ensinar o padre nosso para o vigário em terras muito bem evangelizadas.

Mas vamos ver o que diz a história Bíblica?Os profetas da Bíblia viviam circunscritos a uma região e profetizavam durante o período de um determinado rei. Suas profecias, se autênticas, poderiam atestar a comprovação da comissão divina , e se falsas, poderiam atestar a ausência da comissão divina, uma vez que o profeta tinha endereço fixo, pertencia ao reino do sul, ou ao reino do norte, era de determinada tribo e possuía um histórico de vida possível de ser acompanhado e avaliado pelo povo a quem profetizava. Mas os profetas de hoje não tem histórico algum. Levantam-se do nada, aparecem no cenário religioso conforme caem nas graças dos líderes estabelecidos e vivem num mundo globalizado que favorece muitíssimo as profetadas internacionais, sem nenhuma cobrança, porque profetizam hoje para uma cultura que não conhecem e vão embora amanhã, sem nenhum vínculo com o povo ao qual ministraram. Assim é fácil ser profeta.

E o que dizer dos cantores do mundo gospel? Qual a diferença entre eles e os cantores do mundo? E qual a semelhança entre eles e os levitas do Antigo Testamento? Qual o nível de importância que uma voz recebia no Antigo e no Novo Testamento? Nenhuma! As vozes se misturavam a outras vozes e nenhum levita recebia destaque especial. Deus era louvado por um coro de vozes que subia da terra para o céu, em uníssono, enquanto hoje o cantor é reverenciado pela voz que recebeu, cobrando um cachê altíssimo para cada apresentação. Por que essa situação prospera? Porque os membros das assim chamadas igrejas a aprovam e a sustentam com os seus dízimos. O cantor finge que canta para Deus e o povo finge que acredita que o canto é para Deus, e paga para ouvi-lo cantar como pagam os ímpios para ouvirem cantar os seus ídolos.

Quero chamar a sua atenção para o fato de que não estou falando aqui de não convertidos. Estou falando de gente que conhece o poder de Deus, gente que sabe que Deus existe e é real, mas ainda assim não resiste aos brilhos da purpurina religiosa. Isso tem contaminado até a Igreja Romana onde até bem recentemente não havia ídolos de carne e osso, apenas ídolos de pau e pedra. Mas a igreja evangélica criou o modismo e exportou a idolatria de carne e osso para dentro da Igreja Romana. Se nós podemos ter os nossos ídolos pops, por que eles não poderiam? Convenhamos que é difícil resistir. O pregador sobe ao púlpito portando a mensagem mais importante da terra. As pessoas acorrem para ouvi-lo porque sabem que essa é a mensagem mais importante da terra. Nunca houve e jamais haverá uma boa notícia como esta: “ porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). Mas ao subir ao púlpito começam as afetações paranóicas e reluzentes que transformam a boa nova do céu num espetáculo do mais vil humanismo que existe: um mágico invocando o nome do Senhor Jesus como se ele fosse um assistente de palco, induzindo a platéia a uma participação entusiástica naquilo que mais parece um show: diga isso, fala aquilo, repita comigo, senta levanta, salta, pula, rodopia, tá fraco, mais forte, mais alto, mais alto ainda!

Essa euforia institucionalizada tem um único motivo que nada tem a ver com Deus: o apresentador necessita da barulheira para se auto afirmar. O desejo de aprovação pública é maior do que o desejo de servir. É o retorno do som de um sino que retine de maneira oca, vazia, sem nenhum significado, produto de uma alma desconectada com o espírito.

Outro dia assisti a um programa de televisão com um rabino de Curitiba. As barbas do profeta tremiam ao falar dos costumes religiosos do povo que faz mal uso da Bíblia e ousa dizer que é filho de Deus. Somos filhos de Deus pela fé tanto quanto eles o são por genealogia, mas dá para entender a indignação e a perplexidade dos ortodoxos que tratam Deus com a devida reverência mesmo sem conhecer o Senhor Jesus. Será que não estamos contribuindo para que o distanciamento aconteça com esse comportamento assírio-fenício em nossos cultos? Será que aos olhos dos judeus não somos tão apócrifos quanto os povos bárbaros que invadiram Jerusalém?

O apelo financeiro é outra marca do presente século. Os eventos que reúnem multidões são muito concorridos por motivos óbvios. Aonde houver um nicho econômico lá estão os flancos dos vendilhões do templo tirando partido de tudo o que a mídia secular oferece. Com a maior cara de pau. O pastor famoso vai à televisão e não se envergonha de oferecer em cadeia nacional uma Bíblia por um preço que daria para comprar 50 bíblias. E tem gente que compra, aplaude, e compactua com essa pouca vergonha. Que Bíblia é essa que custa tão caro? É a mesma bíblia que custa tão barato. Nunca houve e jamais haverá uma mercantilização profana como as vertentes publicitárias do cristianismo organizado após o descobrimento da TV,da internet, e das revistas publicitárias. O cristianismo moderno virou um catálogo do Avon. Formam-se cartéis econômicos e todos eles acontecem sob as bênçãos das lideranças constituídas.

Não há diferença entre o mundo e o cristianismo quando se trata de colocar em prática as variadas formas de vender e lucrar. O que a sociedade consumista oferece, o cristianismo organizado também oferece. O que a cultura humana mundial produz, o cristianismo organizado vai atrás e produz da mesma maneira. Nada se cria, tudo se copia. Antigamente o diabo era o imitador dos atos de Deus, hoje é o povo de Deus quem copia as estratégias do diabo. A Revista Caras faz sucesso? Façamos uma revista Caras de evangélicos. Worshoping com psicólogo em hotel fazenda atrai clientela? Façamos um workshoping para evangélicos com pastores que funcionem como psicólogos em hotel fazenda. Viagem de navio temática com artista famoso tem um bom apelo comercial? Façamos uma viagem de navio temática com pregador famoso. Tudo o que agrega valor comercial pode ser comercializado. Sem esquecer que cada um desses eventos é registrado, filmado, editado e comercializado mais de uma vez, ad eternum.

No Antigo Testamento um cordeiro perfeito era escolhido, separado, levado ao templo, morto, esfolado, esquartejado, queimado e após esse doloroso processo de consagração o incenso do sacrifício subia como aroma agradável a Deus. Essa era a oferta que Deus recebia, em favor dos nossos pecados. Uma oferta que custava alguma coisa, uma oferta que simbolizava a renúncia total da vontade do cordeiro que fora escolhido para o sacrifício. Chamo a sua atenção para a expressão que encerra a idéia: “escolhido para o sacrifício.”

Jesus foi o cordeiro perfeito escolhido desde tempos imemoriais para ser oferecido como sacrifício eterno pelos nossos pecados. Ele veio ao mundo para morrer. Não veio para brilhar embora o brilho lhe fosse inerente. Não veio para atrair multidões com o seu discurso, mas para atraí-las quando fosse levantado da terra. Quão diferente tem sido o comportamento dos tele evangelistas, dos astros da musica gospel, dos vendilhões do templo e de todos aqueles que se dizem cristãos, mas fazem do cristianismo um meio a serviço dos seus próprios fins. Zero de renúncia, milhões de lucros. Zero de sacrifício, milhões de ganhos.

Os cordeiros de hoje vão ao templo muito vivos, e saem dali mais vivos do que nunca, mais espertos do que nunca, mais famosos do que nunca, mais astros do que nunca, mais mascarados do que nunca, mais conhecidos do que nunca, mais satisfeitos do que nunca, mais realizados do que nunca. A marca do cristianismo de hoje é a total ausência de cruz.

Se alguma comissão me foi dada na terra, certamente foi-me dada para anunciar o que sei, o que sinto, e o que vejo como um cancro no meio do povo de Deus. Com muita lástima e com grande pesar, quero encerrar com as palavras do próprio Senhor Jesus:

“Nem todo o que me diz Senhor! Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Mateus 7: 21-23.



sábado, 21 de julho de 2012

Homens de pouca fé.

Alguns estão tão acostumados a lama, seja ela qual for que lhe venha a mente agora, que não conseguem sair dela. Nem mesmo quando Deus lhe mostra o caminho ou usa alguém para lhe colocar nas mãos outras alternativas. Quando isso acontece, seja incrédulo ou "salvo de carteirinha", estes tais se sentem tão cobrados ou injustamente acusados que escolhem o atalho dos covardes. Se fazem de tolos, culpam os demais, se fazem de vitimas, mentem ou simplesmente somem do mapa. Assim caminha a humanidade.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A Cura



Testemunho da Cantora


Quando eu tinha 11 meses de idade, eu tive uma enfermidade que os médicos não descobriam o quê eu tinha. Durante 12 meses de febre constante a minha mãe, que está aqui com o meu pai, com a minha filha. Minha mãe que sempre me acompanhava, ela ia comigo no médico, durante duas vezes por dia durante esses 12 dias. No 12º dia ela chegou na clínica para ser atendida, tinham muitas mães ali, e a médica não quis atendê-la. Dizendo que não, que não poderia atender por que ali teria que ser organizado tudo no momento certo. Não era a vez dela então não poderia ser atendida. Mas, depois de muita insistência e eu chorando, e de repente as mães perceberam que eu parei de chorar. Eu comecei só a gemer… e foram se passando aqueles minutos ali e as mães viraram para minha mãe e falaram assim o seu bebê está muito mal, não é? Minha mãe falou assim é, são 12 dias que eu estou lutando com esta menina, ninguém descobre o quê ela têm, só me passam remédios pelo o que eu digo mas não me falam o quê realmente ela têm. E as mães resolveram interceder com a médica pela minha mãe. Então depois de muita insistência as mães começaram a ficar meio, né? Meio “estranhas” lá com aquela médica, a médica resolveu me atender. Minha mãe entrou dentro do consultório comigo no colo, minha mãe estava gestante, me colocou sobre uma maca. E aquela doutora, muito “estranha” abriu a manta, enfiou o dedo na minha barriga, ficou aquele buraco de tão inchado que eu tava por que já eram 12 dias com meu organismo totalmente parado, só inchando, inchando, inchando… e ficou aquele buraco do inchaço e de repente aquela mulher pegou o estetoscópio colocou no ouvido, puxou os meus olhos assim, colocou no meu coração virou para minha mãe e foi para sua mesa e disse assim você quer que eu examine o cadáver? Essa criança está morta. A minha mãe estava gestante levou um susto e começou a não se sentir bem e ela falou como morta? Eu cheguei com minha filha viva aqui!? - Não! Essa criança entrou aqui morta. Sentou em sua mesa, começou a escrever um atestado dizendo que tinha sido por negligência dos meus pais… meu pai e minha mãe não teriam me atendido a tempo… e de repente queridos a minha mãe teve uma breve discussão com aquela doutora e ela saiu de lá de dentro me tomou pelos braços e saiu daquele consultório, no corredor da clínica ela começou a passar mau, vieram outras enfermeiras atende-la e me deixaram num canto lá do corredor. Tinha uma jovem, o nome dela é Regina, até hoje ela congrega eu uma de nossas igrejas, hoje já é senhora… e aquela jovem virou para minha mãe falou assim Castalha, vamos embora daqui! Minha mãe falou eu quero ir embora daqui!!! E começou a querer sair só que os médicos, enfermeiros as enfermeiras atendendo minha mãe para que ela ficasse melhor, ela pediu avisa o Del que é meu pai que a Cassiane morreu 15 para as 2 da tarde. E ligaram lá da clínica para o meu pai pra que ele voltasse pra fazer meu enterro… quando minha mãe começou a se sentir melhor, passaram-se aqueles minutos ali, ela começou a se sentir melhor, ela me tomou pelo braço e correu e falou aqui eu não fico mais!!! E correu e o pessoal não queriam deixar minha mãe sair comigo no braço, ela conseguiu sair de dentro daquela clínica com aquela jovem do lado dela. Jovem! Deus usa você! Aleluia! E aquela jovem de repente pegou pelo braço da minha mãe e começou a carregar a minha mãe pra uma casa que eram duas quadras dali daquele consultório, ai minha mãe virou, ela falou assim pra onde você está me levando menina? Minha mãe chorando, ela disse assim eu quero te levar pra casa da irmã Janete ai minha mãe falou fazer o quê?… a Cassiane morreu… ela falou assim não Castalha!… vou te levar lá pra que ela ore pra confortar o teu coração e o coração do irmão Zezinho… do irmão Del… e de repente quando minha mãe chegou na porta daquela irmã, aquela irmã olhou para minha mãe e disse assim você quer matar seu bebê sem fôlego? Você não aprendeu Castalha ainda a cuidar de uma criança? E minha mãe virou pra ela falou ah! Irmã Janete, a Cassiane morreu… eram 15 pras 2 da tarde… e de repente aquela irmã olhou a hora e já passava das 5 da tarde… e ela com a autoridade de Deus me tomou dos braços da minha mãe, disse assim pra minha mãe minha filha, você esqueceu do Deus que nós servimos? O Deus que ressuscitou Lázaro depois de 4 dias? Por que se Ele quiser Ele age aqui e agora!? Hein!? E de repente, e de repente, Deus usou aquela irmã… eu não sei se todo mundo que está aqui crê em profecia, eu creio por que eu sou prova disso! Deus usou aquela irmã pra minha mãe pra dizer o seguinte minha serva! Cuida bem deste botão, por que ele não é mais teu é Meu! Estou devolvendo a vida a este botão. Cuida bem dele. Este botão em breve se transformará numa rosa, e esta rosa perfumará muitos jardins… e onde ela não puder ir, Eu enviarei a voz dela! Aleluia! Que a tua vida querido seja uma oferta agradável ao Senhor!”


Video: www.youtube.com.br
Texto: www.cassiane.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Adorador




A cantora Eyshila nasceu num lar cristão, por isso aquela frase que diz: "talento vem de berço", se aplica perfeitamente em sua vida. Com as influências do pai evangelista e da mãe cantora, Eyshila uniu a palavra de Deus à música e abraçou o ministério de louvor. Hoje, figura como uma das mais importantes cantoras gospel, com três CD's solos gravados pela MK e outros com o grupo Voices, onde exercita os vários dons que Deus lhe deu. Além de cantar (no grupo faz contralto), prepara os arranjos e também ensaia o Voices. Em seus dez anos de ministério ela lançou, pela MK, cinco CDs. O primeiro, de 1997, foi Tira-me do Vale; Em 1999, chegou o álbum Mais Doce que o Mel; dois anos depois, a cantora gravou Deus Proverá. Na Casa de Deus, lançado em 2003, rendeu-lhe seu primeiro Disco de Ouro, pelas mais de 100 mil cópias vendidas. Seu mais recente lançamento é Terremoto, indicado ao Grammy Latino 2005, na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa. Também foi neste ano que Eyshila gravou seu primeiro DVD ao vivo.

Eyshila começou a cantar bem pequenininha, nos cultos domésticos que seus pais realizavam. Depois ingressou em corais infantis e passou a se apresentar em igrejas. Aos nove anos já estudava piano, mas teve de abandonar. "Não tinha condições de comprar um piano para treinar em casa, então resolvi estudar violão", conta. Na sua inicialização musical, Eyshila teve duas pessoas de grande influência: o irmão Rael e a irmã Berta. Os dois eram regentes do coral formado por mais de 100 crianças, do qual a cantora participou como solista e organista.

A cada passo Deus só fazia confirmar sua vontade para a vida de Eyshila. Tanto que aos 15 anos, ainda adolescente, foi convidada a fazer parte do grupo Altos Louvores, onde ficou por sete anos. "Fiz parte de quase todas as gerações do Altos Louvores, onde tive o privilégio de cantar com Sérgio Lopes, Diógenes Marques, Léa Mendonça, Marquinhos Gomes, Jeferson Monteiro e muito outros. Fico feliz por ter feito parte da história do grupo e por tê-lo como parte da minha vida", conta. Daí para a carreira solo foi um pulinho... "Eu nuca tive pretensão alguma de gravar. Para ser sincera, sempre fui muito tímida e tremia só de pensar em cantar para muita gente. Essa barreira já venci durante os anos que passei nos Altos Louvores. Sei que quando estamos no centro da vontade de Deus as coisas fluem", explica.

A cantora Eyshila - que é soprano e tem uma ótima extensão vocal - segue uma tendência pop/romântica, apesar de ser membro de uma igreja pentecostal (Assembléia de Deus da Penha/RJ). Tanto que a primeira canção sua a se destacar foi "Tira-me do vale", que tem veia romântica e letra reflexiva. Mas o que move essa jovem intérprete não é a variedade de ritmos que ela poderia (e pode) perfeitamente entoar, mas sim a direção de Deus e seu imenso desejo de louvá-lo. "Posso dizer que isso me traz uma realização plena. Sempre dei preferência a canções de adoração, mas sou eclética, partindo para estilos mais dançantes como soul e charme, além de baladas lindíssimas, é claro", explica.

Os CDs seguintes vieram com a mesma tendência, acompanhada de uma crescente maturidade da cantora, que também passou a gravar composições suas. Na Casa de Deus inovou com faixas ao vivo gravadas na igreja em que Eyshila congrega com sua família e a consagrou não só como intérprete, mas sobretudo como uma grande compositora. Dois anos depois, Terremoto Ao Vivo, com produção de Emerson Pinheiro e Rogerio Vieira, rompeu as fronteiras brasileiras com letras bíblicas, um estilo de adoração pop e ritmos modernos. Pela primeira vez, ela gravou uma música com seus filhos e viveu a experiência de ministrar a sua igreja uma palavra poderosa durante a gravação deste trabalho.

Também em 2006, Eyshila lançou o CD e DVD "Eyshila - 10 anos", gravado ao vivo na Rio Sampa. Com produção musical do competente Rogério Vieira (que vem acompanhando a cantora desde Na Casa de Deus) e direção artística de Marina de Oliveira, o DVD ficou excepcional.

Eyshila nunca esteve tão segura no palco como naquele dia. A cantora ainda contou com um ótimo front vocal, formado por Willian Nascimento, Fael Magalhães, Josy Bonfim, Joelma Bonfim, Jairo Bonfim e Janeh Magalhães.

No repertório prevalecem músicas dos dois mais recentes CDs de Eyshila, Terremoto e Na Casa de Deus, com espaço para sucessos dos CDs Deus Proverá e Tira-me do Vale, que ganharam arranjos mais modernos.

O projeto ainda conta com a participação especial do conceituado saxofonista Josué Lopes, na música Vou Glorificar; da cantora Fernanda Brum, que divide os vocais com a amiga na versão acústica de Vem Encher-me; do compositor Klenio, no trecho de rap inserido em O Senhor É Bom; e de Willian Nascimento, em Muito Amado.

Além do bonito show, o DVD conta com extras que trazem clipes, depoimentos, making of e uma série de apetrechos que tanto agradam o consumidor. O show também foi disponibilizado em CD do mesmo nome.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Cura




Mesmo antes de te conhecer, eu já te buscava.
Meu coração sentia tua falta.
Andei por vários caminhos a tua procura.
Não sabia como eras, mas queria te ouvir.
Sentia tua presença, teu amor.

Então ouvi falar de ti e minha alma passou a te querer.
A querer estar entre os que te conheciam. Ser como eles.
A questionar sobre tua vida e teu amor.
Mas não bastava.
Então fui ler sobre você. Sobre teus passos.
Sobre esse tão falado amor.

E foi ai que passastes a fazer parte de mim.
E deixei de fazer parte do mundo.
E me reconheci sendo amada por ti.
E um amor profundo tomou conta do meu ser.

Não havia mais tristeza, nem dor, nem choro.
Que não fossem consolados.
Não havia culpa nem castigo.
Só amor.

Mas como eu nunca tinha sido amada, não te entendi.
Pensei que te conhecia. Que sabia tudo sobre ti.
E me perdi. Deixei de esperar por suas promessas.
E quis te ajudar. Como se isso fosse possível.

Fiquei exigente. Tal qual criança mimada.
Busquei nos caminhos, em outras casas até fastiar-me.
Os julgamentos surgiram. Assim como as comparações.
E o inevitável aconteceu: o primeiro amor esfriou.

Não que não o amasse, pois esse amor não morre.
Principalmente o seu por mim. E sei que tu sabes e
conheces o meu coração bem mais do que eu própria.
E é isso que alguns não entendem.Nem eu, as vezes.

Somos um. Como células indivisíveis.
Suas palavras correm em mim como água.
Como passado, presente e futuro.
E fico assim parada no caminho, sem ti.
Não tenho direção.

Meu coração e minha alma anseiam por ti.
E sei que estas por perto.
Mesmo que eu não quisesse.
Sei que teus braços estão sempre abertos.
A espera de um pequeno sinal de arrependimento.
Por isso, te peço...te imploro: não te afastes de mim, Senhor.

Amém!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

LEVA-ME AOS SEDENTOS




Aline Barros tem sido, durante anos, uma importante referência na música gospel. Dotada de talento e carisma natos, que na verdade são a prova da unção de Deus em sua vida, e de uma produção que prima pela excelência, Aline tem conseguido que seu trabalho ministerial alcance resultados inéditos no segmento gospel no Brasil até o momento. Seu ministério como levita tem sido caracterizada pelo pioneirismo na mídia secular. Aline Barros foi convidada a participar, de importantes programas de televisão (Xuxa, Raul Gil, Eliana, Carla Perez, Super Pop, Hebe Camargo, Gilberto Barros, entre outros), além de entrevistas em conceituados jornais, importantes revistas e também convidada para os eventos Criança Esperança e Show da Virada, da Rede Globo. Seu ministério tem se estendido por toda América Central e do Norte, com premiações e homenagens.
Aline é carioca, tem 34 anos, é formada em Biologia Marinha pela UFRJ, é casada com o atleta de Cristo e empresário, Pr. Gilmar Santos, e mamãe do pequeno Nicolas, de 8 anos de idade, primeiro filho do casal. Todos estão aguardando a chegada de sua primeira menina, a princesa Maria Catherine. Seu pai, Pr. Ronaldo Barros é músico de sua banda, pastor e empresário. É ele quem está à frente da AB Records, gravadora que investe em novos talentos da música gospel. Sua mãe, Pra. Sandra Barros e seu irmão, Rafael Barros (fotógrafo profissional), também estão sempre ao lado de Aline e fazem parte da diretoria da AB Records.

texto: site www.alinebarros.com.br
video: www.youtube.com.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bebida = porta aberta para a violência.

O assunto não é novo. A Biblia faz várias referencias sobre isso, dentre elas, Provérbios 23:29-30:

“23 Para quem são os ais? Para quem os pesares? 29 Quem é que grita de dor? Para quem são as tristezas? Quem é que vive brigando e se queixando? Quem é que tem os olhos vermelhos e ferimentos que podiam ter sido evitados?


30 É aquele que bebe demais e anda procurando bebidas misturadas. "

Apesar de antigo, ultimamente, este assunto tem sido mostrado exaustivamente na midia. Brigas, agressões, acidentes de carros, jovens em situações de risco, e violências contra as mulheres, causados belo consumo de bebidas e outras drogas.

Segundo um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), feito com 7mil famílias em 108 cidades do Brasil, comprovou que o álcool funciona como “combustível” da violência doméstica. Outra pesquisa realizada pela mesma faculdade (Unifesp) feita junto às escolas particulares do Estado constatou que a maioria dos jovens entrevistados começou a beber antes dos 13 anos, grande parte com o consentimento dos pais ou responsável. E nem mesmo o contigente policial nas ruas consegue frear o ímpeto de brasileiros que insistem em guiar sob o efeito do álcool.

O governo tem feito a parte dele. Em agosto de 2007, o Congresso Nacional decretou a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, aumentando o rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no ambito doméstico ou familiar. Em meados de 2008 entrou em vigor a Lei 11.705, a chamada Lei Seca, que até parece que foi criada agora tamanho o descaso. E no mês passado a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 698/2011, que proibe, no Estado, a venda e a permissão de consumo de bebida alcoólica aos menores de 18 anos de idade.

Mas as mudanças dependem de você. De cada um de nós. Diga não às bebidas. Recuse andar de carro com quem bebe. Não ofereça bebidas aos menores (para ninguém). Não incentive o consumo de bebidas.


Ainda em Provérbios 31-39, Deus alerta para as consequências da bebida:

"31 Não fique olhando para o vinho/bebida que brilha no copo, com a sua cor vermelha, e desce suavemente.
32 Pois no fim ele morde como uma cobra venenosa. 33 Você verá coisas esquisitas e falará tolices.
34 Você se sentirá como se estivesse no meio do mar, enjoado, balançando no alto do mastro de um navio. 35Então você dirá:
“Alguém deve ter batido em mim; acho que levei uma surra, mas não lembro. Por que não consigo levantar? Preciso de mais um gole.”

NÃO SE ENGANE - BEBIDA MATA.

MATA A VIDA E A ALMA.

por: Etelvina de Oliveira

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tudo o que eu sei de Deus.

por: Ana Maria Ribas
publicado no site:www.anamariaribas.com.br


Tudo o que sei de Deus aprendi sofrendo. Tudo o que sei de Deus passou pelo teste da cruz. Eu sei que existem pessoas que sabem de Deus olhando para o céu, para a natureza, para os pardais, para os lírios dos campos. Eu sei que existem pessoas que sabem de Deus poetizando, salmodiando, e cantando os melhores momentos da vitória de Israel sobre os filisteus. É um jeito de saber de Deus. É melhor do que nada saber. Mas não é o melhor jeito de conhecer a Deus.

Tudo o que sei de Deus aprendi sofrendo, e sofrendo, o conheci um pouco melhor. Mas, confesso a vocês que fico perplexa com tal fato: Que maravilha que alguns possam saber de Deus sem experimentar o sofrimento! Que maravilha saber de Deus indo aos cultos dominicais, decorando o catecismo, atendendo aos irmãos na porta da igreja, recebendo honras, galgando os degraus da hierarquia eclesiástica, aceitando títulos, e usufruindo do cristianismo com a ênfase de quem só provou o lado doce da vida cristã.

Que maravilha saber de Deus pelos ciclos evolutivos da natureza e pela contemplação das estrelas. Pelas histórias bíblicas que relatam o martírio dos cristãos. Pelas histórias contemporâneas que divulgam o sofrimento dos outros. Que maravilha pegar carona na galeria dos heróis da fé, e fazer disso um meio de vida, sem provar o cálice da amargura. Sem vinagre e sem fel. Só com vinho. De preferência bem doce.
Alguns cristãos são assim: nascem, crescem, vivem e morrem, deitados eternamente em berços esplêndidos. Esses nunca passaram pelo duro leito da manjedoura. Esses podem dizer: “Graças a Deus, nunca experimentei a cruz de Cristo! Deus me livrou disso e Deus me livrou daquilo, e o conhecimento da cruz, para mim, é meramente uma idéia abstrata.” Esses só conhecem o Deus dos livramentos.

Outros, porém, conhecem a cruz de perto, são cerceados por sua atuação, são limitados pelo que não convém aos interesses de Deus em detrimento dos seus próprios, e recebem no corpo as marcas de Cristo. Esses são os discípulos de Cristo.

Eu faço parte desses “outros, porém.” Eu faço parte do time sobre o qual Jesus profetizou: “ e eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.” João 12:32. A poderosa atração da cruz exerce sobre as nossas vidas um magnetismo capaz de nos manter suspensos em relação às benesses do mundo. Lá de cima, da posição de crucificados com Cristo, assistimos à caravana dos cristãos sem cruz, desfilando a modernidade do seu evangelho de tele-cultos, exibindo a aura dos vencedores, nessa categoria especial de neo-cristãos que pregam um cristianismo sem participação nos sofrimentos.

Esses exibem um status especial que não consta da nossa Bíblia cristã. Esses discorrem com extrema gravidade sobre o Cristo e a natureza do seu ministério neo-testamentário, mas não foram atraídos para a cruz. Mas há um detalhe: Jesus disse que quando ele fosse levantado da terra, atrairia “todos” a ele mesmo. Todos os cristãos. Jesus não mencionou que haveria uma categoria de cristãos sem cruz. Isso é novo, isso é moderno, isso é revolucionário, e isso é totalmente anti-bíblico. Isso faz parte das idéias fantasiosas que se vendem acerca do Evangelho, segundo as quais todo aquele que crer e confessar a Jesus como Senhor, terá todos os problemas resolvidos. Haverá paz nos seus termos. Tudo lhe irá bem. Se a empresa está falida, irá prosperar. Se o carro está velho, Deus dará um carro novo. Ninguém fala que se a empresa estiver próspera poderá falir, e ainda assim a graça e a misericórdia de Deus não serão anuladas, porque elas transcendem o âmbito das coisas materiais. Ninguém diz que mesmo que Deus não lhe conceda dinheiro para comprar um carro novo, ainda assim, a sua fidelidade permanece segura e inabalável por toda a eternidade, por causa da obra redentora de Jesus, pela qual tudo o que ele conquistou é direito nosso. Ninguém conta que a paz prometida não é ausência de guerras, não é meramente um estado circunstancial, mas a confiança na pessoa do Senhor, pelo qual todas as bênçãos celestiais nos foram asseguradas.

Esse evangelho é um evangelho feito sob medida para o mundo. Não é a boa nova do céu, mas a loteria da terra. Que maravilha um evangelho que permite ao pastor usufruir de casa com heliporto em Campos do Jordão, de aviões particulares que o levam nas asas do vento, de casa de verão e casa de inverno, de apartamento em Nova York, de rendas vitalícias para o resto da vida, de anel eclesiástico no dedo, de lugar cativo na ponta de uma mesa, no melhor estilo empresário bem sucedido do ano! O que isso tem a ver com a pessoa de Jesus Cristo? O que um homem desses pode ter em comum com aquele que proferiu estas palavras: “ A raposa tem covis e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” ( Mateus 8:20)
Eu não sei. Eu só sei que Davi disse assim no Salmo 60:3 “Fizeste ver ao teu povo duras coisas.” Coisas duras não são moles. Manjedoura não é mansão. Jumento não é avião. Fariseu não é cristão. Deserto não é Campos do Jordão. Sangue não é vinho tinto. Lobo não é ovelha. Mercenário não é pastor. Cruz não é cartão de crédito. E o discípulo não pode ser maior do que o seu Mestre.